Por Ivea Ferreira e Jobison Barros
Já se imaginou em uma fila de banco esperando por um longo tempo ser atendido? É possível denunciar tal fato?
Inúmeros indivíduos, em uma fila extensa, entram em desespero devido ao tempo, ocasionando muitas vezes stress e outros problemas. De um lado, pessoas que não estão ali porque querem, ou simplesmente por diversão ou até pelo fato de construírem novas amizades; por outro lado, técnicos bancários que não dão o mínimo valor a quem está esperando um atendimento (o qual muitas vezes nem chega a ser digno de um cliente), e o quesito funcionamento: 10 caixas e 5 atendentes, por exemplo. Não podemos esquecer-nos do “famoso” gerente do banco, que observa, algumas vezes, essa situação desumana e finge não estar vendo.
De acordo com a lei estadual, a tolerância não ultrapassa 15 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas ou após feriado. O PROCON (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) apenas sugere aos bancos a disponibilidade de senhas para o registro de entrada e saída dos clientes. As agências bancárias, aproveitando-se da não obrigatoriedade dessa lei, não oferecem tais senhas, pois acabariam criando um álibi para os usuários denunciarem. Em contrapartida, nem sempre essa lei é cumprida, como no exemplo seguinte: “Em 2002, entrei com uma ação contra um banco, pois permaneci na fila do banco por 2 horas. Já era a terceira vez que isto acontecia. Fui à Câmara de Vereadores de Joinville e peguei uma cópia da lei Municipal, sobre o prazo de permanência na fila de 15 minutos. Quando retornei ao banco, consegui 33 assinaturas de clientes que também estavam na fila com telefones. Resolvi entrar com processo no juizado de pequenas causas. Na primeira audiência, fui questionado de uma maneira grossa e desrespeitosa por uma juíza, que disse que seria melhor constituir um advogado. Aquilo me deixou muito constrangido e com raiva. Na minha frente estavam o gerente e dois advogados do banco, sorrindo. Já aparecia ali que a causa estava perdida. Na terceira audiência, fui aconselhado a levar três testemunhas. Assim o fiz. Mas o juiz não quis nem ouvi-las e, ficou na minha frente, a conversar com os advogados do banco sobre outros processos em Florianópolis. Agora pergunto: que país é este?” diz Dario Aguinaldo Costenaro, de Londres, Inglaterra.
A partir desse relato, vocês vêem uma situação de comodismo do ser, transcendendo o que há de mais desumano, às vezes parecendo irreal, figurativo, até a transposição para o mundo real, ou melhor, a justiça brasileira a qual é extremamente falha.
Escrito por Casa Cheia
Escrito por Casa Cheia
Escrito por Casa Cheia 
Quais músicas são realmente populares? Há ainda um lugar específico para elas ou será que mudaram seu aspecto e conteúdo?
