7 horas e um paraíso

Por Gabriela Moreira

 

 

Tudo começa às 6h da manhã, quando pego um ônibus pinga-pinga, passo por interiores até então desconhecidos por mim e às 12h30min, chegou ao meu primeiro destino: Delmiro Gouveia.

Faço um leve reconhecimento do lugar, era minha primeira vez ali, e o que observo é uma cidade organizada e desenvolvida, rica de charme, religiosidade, gentileza e tecnologia.

        E que tecnologia! Fui surpreendida com tamanha capacidade industrial da famosa Fabrica da Pedra, grande produtora de tecido da região, pois, além de possuir um maquinário de última geração trazido do Japão e da Alemanha, ela tem responsabilidade ambiental.

Aliás, o cuidado com o meio ambiente é algo que faz parte da história da cidade. Descobri que seu fundador, Delmiro Gouveia, construiu uma hidrelétrica ecologicamente correta no início do século passado.

Feitas as observações pela cidade, percorro mais 30 min, caminhando na direção do meu segundo e principal destino, o Angiquinho. O que antigamente era uma hidrelétrica de grande potencial, hoje, é uma área de preservação com enorme potencialidade turística, porém, inexplorada nesse ramo.

O Angiquinho é um lugar iluminado, que enche de brilho os olhos de poucos privilegiados ao observar aquela beleza singular formada por paredões rochosos e pequenas piscinas de águas límpidas. É um convite silencioso a reflexão ambiental.

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