Você gostaria de se tornar um “cidadão”?

Junho 13, 2008

Por Geovanna Ferraz

 

 

 

 

Não lhe surpreende (e estarrece) que haja ainda tanta fome no mundo, no Brasil – no nosso estado em particular – quando se sabe que os Estados (países) há anos nos garantem no texto de suas constituições o direito a alimentação, ao emprego, à moradia etc. etc.?

        O Estado tem deveres com a população (isso não foi privatizado). Está lá no art. 196 da nossa Constituição: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado…”. Se o Estado não consegue fazer valer o escrito para todos os seus habitantes, conclui-se que o direito de todos só chega para alguns. Será que isso não faz da cidadania um privilégio?

        Caso o Estado não cumpra suas obrigações, você, indivíduo que gostaria de se tornar um cidadão, tem todo o direito de cobrar (e às vezes até de processar) o próprio Estado.

        Atualmente, os Estados ditos civilizados desenvolvem uma volumosa legislação voltada para os direitos (e as garantias) de seus habitantes. Isso significa dizer que basta o individuo pertencer a um Estado organizado para se transformar-se automaticamente em cidadão. Nem tanto. Veja a Constituição brasileira: em seu artigo 7, alínea IV, ela garante – como direito dos trabalhadores – um salário mínimo “capaz de atender as necessidades vitais básicas e às de sua família, com moradia, alimentação, lazer, higiene….”

         Há, portanto em boa parte dos Estados, uma grande distância entre o que se escreve na lei e o que se pratica politicamente. Distância que somente será reduzida pelo esforço para levar a cidadania a todos os indivíduos.

        Salta aos olhos (e a boca) a pergunta: por que o grau de cidadania varia tanto dento de um mesmo país, de um mesmo estado?  Simples: porque no mundo contemporâneo o Estado anda de mãos dadas com o poder econômico e, desse modo, privilegia a supremacia de um grupo (ou classe) sobre outro, ou outros.


Alagoas, se cuida… para não perder o “bonde”

Junho 13, 2008

Por Geovanna Ferraz

 

 

Os programas sociais do governo federal como bolsa família, aposentadorias e salário desemprego são responsáveis por 2/3 da renda estadual; graças a estes recursos, a economia alagoana vem crescendo e mais de 100 mil pessoas sairam da linha de probreza (isto explica porque tantos supermercados estão investindo em novas lojas em Alagoas).    

Outro fato interessante é sobre o Bolsa Família, cuja distribuição em Alagoas supera os salários pagos pela indústria Sucroalcooleiro.

Isto me faz pensar… Por quanto tempo a “Indústria do Social” vai continuar distribuindo renda, e qual o ponto de equilibrio desta balança? Sem os atuais recursos federais a situação de Alagoas seria muito pior porém, devemos aproveitar o momento para promover novas oportunidades de educação e geração de emprego  e renda que possam criar mecanismo de desenvolvimento sustentável para o nosso estado e dependermos cada dia menos do poder público.

A base de tudo é a educação e criarmos condições para que todas as crianças estejam na escola, com ensino de qualidade é fundamental. Nas escolas o empreendedorismo deve ser disseminado. Programas para formação de incubadoras de empresas devem ser incentivadas. Desta forma, Alagoas passará a formar não apenas alfabetizados e bachareis mas também empresários e empreendedores que contribuirão com o real desenvolvimento do estado.

Temos que estar atentos para que Alagoas não perca mais um “Bonde” e fique cada vez mais afastado do Brasil desenvolvido e tendo sua população eternamente sustentada pela benevolência governamental.


Caprichos da natureza e do homem

Junho 13, 2008

Por Geovanna Ferraz

 

Conhecer o São Francisco, mergulhar em seus segredos, vasculhar esconderijos e se apaixonar por um verdadeiro capricho da natureza. Capricho que o homem ajudou a degradar, mas também a engrandecer, cada vez mais consciente de que o rio é sua vida. Somado a sua exuberante beleza, gemas preciosas, pedras ornamentais, importantes jazidas de minério e de ferro; o vale do São Francisco desponta ainda com 17% de todo o potencial hidrelétrico instalado no país.

Somente a CHESF (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) tem 14 usinas, das quais nove são no rio São Francisco. Além de sua elevada significância econômica, junto com a CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Alagoas (EPEAL); realizam um projeto de monitoramento de pesca e de manejo, e de conservação da carcinofauna (camarão-pitú) no baixo São Francisco.

Quando se fala em CODEVASF, não se pode deixar de mencionar seus projetos sociais. Entre eles, detaca-se o Projeto AMANHÃ, que tem por finalidade capacitar à juventude rural da Bacia do São Francisco, promovendo sua qualificação profissional, favorecendo seu ingresso no mercado, melhorando sua condição de vida e criando condições para que os jovens permaneçam na região onde vivem.

Generoso, o “Chico” se doa, promovendo o milagre da vida no sertão; confirmada pelo senso frutícula do Nordeste (que engloba o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), realizado pela CODEVASF, mostrando que nos últimos quatro anos, a área ocupada por frutas cresceu 14000 hectares, em média, por ano, no Vale.

…Velho Chico de muitas cores, muitas lendas, muitas histórias e de um potencial turístico – e econômico- incalculável, que pode apenas ser pinçado, mas sempre permitirá novas descobertas.