Fila de banco: A banalização do desrespeito?

Maio 30, 2008

Por Ivea Ferreira e Jobison Barros

Já se imaginou em uma fila de banco esperando por um longo tempo ser atendido? É possível denunciar tal fato?
Inúmeros indivíduos, em uma fila extensa, entram em desespero devido ao tempo, ocasionando muitas vezes stress e outros problemas. De um lado, pessoas que não estão ali porque querem, ou simplesmente por diversão ou até pelo fato de construírem novas amizades; por outro lado, técnicos bancários que não dão o mínimo valor a quem está esperando um atendimento (o qual muitas vezes nem chega a ser digno de um cliente), e o quesito funcionamento: 10 caixas e 5 atendentes, por exemplo. Não podemos esquecer-nos do “famoso” gerente do banco, que observa, algumas vezes, essa situação desumana e finge não estar vendo.
De acordo com a lei estadual, a tolerância não ultrapassa 15 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas ou após feriado. O PROCON (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) apenas sugere aos bancos a disponibilidade de senhas para o registro de entrada e saída dos clientes. As agências bancárias, aproveitando-se da não obrigatoriedade dessa lei, não oferecem tais senhas, pois acabariam criando um álibi para os usuários denunciarem. Em contrapartida, nem sempre essa lei é cumprida, como no exemplo seguinte: “Em 2002, entrei com uma ação contra um banco, pois permaneci na fila do banco por 2 horas. Já era a terceira vez que isto acontecia. Fui à Câmara de Vereadores de Joinville e peguei uma cópia da lei Municipal, sobre o prazo de permanência na fila de 15 minutos. Quando retornei ao banco, consegui 33 assinaturas de clientes que também estavam na fila com telefones. Resolvi entrar com processo no juizado de pequenas causas. Na primeira audiência, fui questionado de uma maneira grossa e desrespeitosa por uma juíza, que disse que seria melhor constituir um advogado. Aquilo me deixou muito constrangido e com raiva. Na minha frente estavam o gerente e dois advogados do banco, sorrindo. Já aparecia ali que a causa estava perdida. Na terceira audiência, fui aconselhado a levar três testemunhas. Assim o fiz. Mas o juiz não quis nem ouvi-las e, ficou na minha frente, a conversar com os advogados do banco sobre outros processos em Florianópolis. Agora pergunto: que país é este?” diz Dario Aguinaldo Costenaro, de Londres, Inglaterra.
A partir desse relato, vocês vêem uma situação de comodismo do ser, transcendendo o que há de mais desumano, às vezes parecendo irreal, figurativo, até a transposição para o mundo real, ou melhor, a justiça brasileira a qual é extremamente falha.

Link da Foto


A notícia que não virou notícia

Maio 24, 2008

Por Ana Carla

No dia 30 de abril deste ano, o Presidente da República visitou a nossa cidade. Ele veio participar do VII Fórum dos Governadores do Nordeste, no qual também esteve presente o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o do Espírito Santo, Paulo Hartung.
Apesar de rápida, a visita do Presidente causou alguns transtornos. O trânsito ficou congestionado por onde passava a comitiva Federal e também sofreu algumas mudanças. A população de Cruz das Almas, Mangabeiras e proximidades foi prejudicada com a mudança no percurso dos ônibus, que deixaram de passar em alguns pontos por causa do fechamento das ruas próximas ao local do evento; além da grande “paralisação” de grande parte dos órgãos responsáveis pela segurança do povo. No total foram mobilizadas cerca de 500 pessoas da Polícia Federal, do BOPE, da Força Nacional, da Polícia Civil, do Comando de policiamento da capital, da Polícia Rodoviária Federal, além de órgãos como a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito.
Durante o evento, que ocorreu no Hotel Ritz Lagoa da Anta em Cruz das Almas, houve uma manifestação de alguns agricultores de cidades do interior como Arapiraca e São Sebastião. Os manifestantes levaram faixas e pediam ao Presidente o adiantamento do processo que está correndo na justiça, no qual é cobrado dos agricultores o pagamento da dívida em decorrência dos impostos sobre a terra utilizada.
Segundo relatos de alguns presentes, o presidente Lula disse, em um encontro semelhante realizado em Aracaju no dia 29 de fevereiro, que iria resolver essa questão, facilitando a negociação com o Banco. E disseram também que ele está cumprindo com a promessa. Porém os oficiais de justiça insistem em bater na porta de suas casas cobrando e intimando-os.
O presidente da Cooperativa Agropecuária da Fundação Fumageira de Arapiraca, Francisco de Souza (mais conhecido como Chico da Capiau), confirmou a história contada pelos outros agricultores e disse que em Aracaju, onde estavam cerca de 1.000 agricultores, chegou a falar com o Lula mas os Bancos ficam atrasando a liberação do crédito.
Todo esse ocorrido não ganhou destaque da imprensa que mesmo estando no local, não deu valor e nem demonstrou interesse em verificar e divulgar a manifestação, bem como o motivo para tal. O que se viu foi a breve veiculação da notícia que o Presidente do Brasil esteve em Maceió e que discutiu com os governadores, durante o encontro, algumas questões relacionadas à proposta de reforma tributária apresentada pelo governo; à instalação da nova SUDENE; o combate à dengue e questões relacionadas à educação, direitos humanos e inclusão social.
O que também chamou atenção foi o fato da própria população circunvizinha ao evento não dar a mínima para tudo que estava acontecendo bem diante de seus olhos. Houve muita gente reclamando pelos transtornos dos ônibus e essas mesmas pessoas não sabiam nem o porquê daquela situação.
Será que é assim, ignorando fatos, que a população espera melhorias? O certo é que ficando de braços cruzados as coisas não acontecem.

Fonte da foto: www.ma.gov.br/dados/imagens/Foto_4_-_VII_Forum_dos_Governadores_do_Nordeste.AF.jpg


UFAL-Ipioca e suas curiosidades

Maio 21, 2008

Por Ivea Ferreira

      O ônibus UFAL-Ipioca, da linha Cidade de Maceió, é a condução utilizada por muitas pessoas inclusive estudantes da Faculdade Integrada Tiradentes. Alguém tem sempre uma história interessante para contar: seja de uma conversa que ouviu, de um bate-boca, do atraso dele no ponto. Apenas quem o utiliza sabe como é divertido o seu trajeto.

Lado bom

      Mesmo com a demora do ônibus, os passageiros possuem senso de humor às 6h da manhã. Pois, nele é visto de tudo um pouco: de uma simples conversa até uma discussão. Podemos observar que as pessoas acabam criando amizades, tendo intimidade com o motorista e o cobrador, até mesmo marcando para sair.

 Lado “pesado”

      Nem todos que necessitam desse transporte aprenderam a andar nele, porque muitas delas por estarem tão entretidas com as conversas, acabam esquecendo-se de dar o sinal quando estão para chegar a seus destinos. E acabam culpando o motorista quando ele não pára no ponto. Ou, deixam para se levantar da cadeira no momento em que vão descer, e como o ônibus é muito “utilizado”, nunca está com o trânsito livre, ou seja, elas saem empurrando quem estiver na frente para poderem sair dele.

 “Ei! Me dê um pão! Ligeiro!Me dê um suco também, amanhã eu pago!”  

Não podíamos fechar essa matéria sem citar essa hilariante e diária frase de um passageiro. Ele não se cansa de repeti-la todos os dias, na mesma hora e no mesmo ponto.