Casa ecologicamente correta no Iguatemi

Junho 13, 2008

Por Ana Carla

O Shopping Iguatemi recebeu, do dia 18 de maio ao dia 08 de junho, uma exposição de uma casa feita, integralmente, com materiais reciclados e/ou ecologicamente corretos. A exposição, que também contava com material informativo (cartazes e banners), chamava a atenção do público, que ia, curioso, conferir a “novidade”.
A estudante de 18 anos, Bel Kiss, era uma das monitoras do projeto, realizado pela SAMPA Eventos – uma empresa de São Paulo – com o apoio da Braskem, da Coca-Cola e da Norcon. Segundo a estudante, a iniciativa de realizar essa exposição veio para conscientizar as pessoas da importância da reciclagem e porque a empresa que a promoveu estaria, nas palavras dela, “preocupada com a questão do meio ambiente”.
A casa em exposição era um modelo em proporções menores que uma casa real e a finalidade de mostrá-la era para apresentar novas propostas de produções arquitetônicas e decorativas. A parede da casa era feita de tubos de creme dental prensados. No nosso meio social (e real) ela poderia funcionar como divisória de escritório, pois, apesar de sua impermeabilidade, não apresenta muita segurança e resistência.
O teto e o chão eram feitos de embalagens Tetra Pak, as conhecidas “longa-vida” (como leite em caixa, por exemplo). Na sala, vários objetos de decoração confeccionados com garrafas PET, pneus velhos e caixas de papelão. No banheiro e na cozinha os armários eram de madeira de demolição reaproveitada e serragem prensada. O chuveiro contava com água quente, proveniente do aquecedor solar, e na pia da cozinha foi utilizado aço INOX de latões (sucata).
No quarto, a cama era toda feita de PET, a penteadeira, de madeira de demolição e colagens de revistas e os bancos e as cadeiras, de caixas de papelão.
A exposição também contou com atividades educativas para as crianças, que podiam desenhar em folhas recicladas e se divertir num teatrinho de fantoches que estimulava a reciclagem.
Elizabeth, 30 anos, e Denner,33, são casados e foram à exposição com seus filhos. Ambos acharam o projeto “muito bom, interessante”. Mas quando indagados se praticam a coleta seletiva responderam, meio sem jeito, que não. Afinal “quando o caminhão do lixo chega junto tudo” – diz Elizabeth. Eles ainda afirmaram que no bairro onde residem, Jacarecica, há um “jornalzinho” da associação dos moradores que informa sobre questões ligadas ao meio ambiente e já houve uma “reivindicação” à cerca da coleta seletiva. Mas as autoridades não fizeram nada e ainda, segundo Elizabeth, “na verdade lá tem tanta coisa pra ser resolvida primeiro”.
É a partir desse tipo de comportamento que observamos que a reciclagem, a coleta seletiva, e as coisas que podem ajudar nosso planeta não são levadas como medidas prioritárias. A sociedade, se continuar apenas achando bonitinho e não fazendo nada para contribuir, vai sofrer as conseqüências num futuro que parece não estar tão distante.


Pequenos gestos, grandes passos

Junho 12, 2008

Por Ana Carla

Primeiro, que fique claro que o objetivo deste texto não é promover ninguém e nem fazer “merchan”. Apenas julgo digno divulgar quem incentiva e pratica ações “saudáveis” ao meio ambiente.
A Norcon, empresa do ramo de construções, e a associação das padarias da cidade de São Paulo, estão realizando projetos que visam a preservação do nosso planeta. E esse, bem sabemos, é um assunto que merece destaque e deve ser tratado com seriedade.
Visando arrecadar garrafas PETs e óleo de cozinha usado, a construtora citada realizou, no final do ano passado, uma gincana com todos os seus colaboradores. Foram distribuídos prêmios – como TVs, bicicletas e cestas básicas, para aqueles que arrecadassem o maior número desses utensílios. As garrafas foram doadas para a COOPLUM (Cooperativa de reciclagem do lixo urbano de Maceió, formada por ex-catadores de lixo) e, somadas em 8.000 unidades¹, garantiram o sustento de várias famílias. Também foram doadas garrafas para artesãos alagoanos.
Já o óleo de cozinha, teve como destino a “conversão” em sabões, doados ao asilo Luiza de Marillac. A importância do reaproveitamento do óleo é incontestável já que 1 litro do produto pode poluir 1 milhão de litros de água¹.
O projeto da Norcon continua, com a arrecadação em stands nos próprios locais das obras.
Em São Paulo, destacamos a iniciativa das padarias em oferecer sacolas de pano para minimizar o uso do plástico (que demora cerca de 200 a 450 anos² para se decompor na natureza). Nem todas estão envolvidas, ainda, nesse projeto que tem como objetivo dar os sacos para os clientes que efetuarem compras acima de R$ 60,00. Para aqueles que comprarem R$ 30,00 as sacolas sofrerão desconto e para os valores abaixo deste, as mesmas serão vendidas por cerca de R$ 7,00.
À primeira vista o preço pode parecer não tão acessível, mas deve-se levar em consideração que há a possibilidade de reutilização das sacolas.
Em uma cidade poluída como São Paulo, e em tantas outras que contribuem, impreterivelmente, com a destruição da camada de ozônio e com a degradação do nosso ecossistema, pequenos gestos e iniciativas como essas podem representar um grande passo para o despertar da sociedade. Sociedade esta que já está sofrendo com os danos causados à mãe Natureza.

1: Fonte: Notícias QualiVida : AÇÕES NORCON PELO MEIO AMBIENTE (informativo da Construtora Norcon, Ano I – nº. 1 – Março de 2008 )
2: Fonte: http://www.redeambiente.org.br/Opiniao.asp?artigo=147


Qualidade de vida e atitudes ecologicamente corretas

Junho 11, 2008

Por Ana Carla

Tomar medidas conscientes que fazem bem, ou menos mal, ao planeta não é só uma atitude para estar na moda. Muito além de questões fúteis estão os rumos da Terra e o que dela restará para as próximas gerações. As próximas gerações não. Essa mesmo, daqui a alguns poucos anos.

As “respostas” que a natureza está dando é de impactar qualquer um. A humanidade parece estar começando a abrir os olhos para questões sócio-ambientais, já que está sendo diretamente atingida, e está percebendo que o quadro precisa ser revertido. Contudo, ter uma consciência crítica não é para todos. Ainda há uns bitolados que insistem no erro e acham que jogar um simples chiclete na rua não vai fazer mal nenhum. Que isso é conversa “furada” e que os problemas do mundo são muito maiores.

Os problemas até podem ser muito maiores, mas o certo é que eles começaram pequeninhos e que exigem soluções imediatas que também comecem de baixo.

Por isso, usar papel reciclado, doar garrafas PETs, praticar coleta seletiva, não jogar lixo nas ruas, utilizar sacolas de pano, instalar um aquecedor solar e reaproveitar o óleo de cozinha são medidas eficientes e práticas que, no fim, acabam se tornando viáveis para todos.